Vanderlan da Silva Bolzani
Item
Nome Completo
Vanderlan da Silva Bolzani
Sobrenome
Bolzani
Nome
Vanderlan da Silva
Profissão
Farmacêutica e Química de Produtos Naturais
Áreas do Conhecimento
Ciências Biológicas
Referências
BOLZANI, Vanderlan da Silva. <strong>Memorial Descritivo do Concurso de Livre Docência</strong>, no IQ – UNESP, Araraquara – SP, em 14 dez 1996. Comunicação Pessoal.
LIMA, Djinani. <strong>Vanderlan Bolzani:</strong> os múltiplos "eus" da cientista que conquistou o mundo. São Paulo: Alameda, 2025, 196 p.
OLIVA, Glaucius. “Prefácio”. <i>In:</i> LIMA, Djinani. <strong>Vanderlan Bolzani</strong>: os múltiplos "eus" da cientista que conquistou o mundo. São Paulo: Alameda, 2025, 196 p.
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Mais Informações
Palavras-chaves
Português
farmacologia
Português
farmácia química
Português
mulheres na ciência
Foto Principal
Local de Nascimento
Nascimento
November 19, 1949
Frase
Trabalhar com a Química de Produtos Naturais é fascinante! Eu tenho falado para meus alunos: é como se eu estivesse mostrando a beleza invisível da biodiversidade! (Bolzani, 2023)
A química é uma ciência central e plural e ninguém domina tudo. Por isso, a colaboração é fundamental.
Breve Resumo
Farmacêutica paraibana, atuante em química de produtos naturais, Vanderlan Bolzani construiu uma carreira extraordinária como pesquisadora e professora, premiada nacional e internacionalmente. Primeira presidente mulher da Sociedade Brasileira de Química, distingue-se também pela luta da inserção das mulheres brasileiras como cientistas e gestoras de ciências.
Notas iniciais
<cite><i>Seu trabalho não apenas colocou o Brasil em posição de destaque internacional, mas também inspirou jovens cientistas a sonhar alto, especialmente meninas e mulheres que hoje veem em sua história a prova de que é possível vencer barreiras históricas</i> (OLIVA, 2025, p. 10).</cite>
Biografia
<strong>Origem e motivações</strong>
Santa Rita, cidade histórica, pioneira dos engenhos canavieiros e conhecida como “cidade das águas minerais”, na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, foi onde nasceu Vanderlan. Primogênita dentre cinco irmãs e um irmão, filha de Maria de Lourdes Alves de Oliveira, uma descendente de portugueses que se casou com um descendente de indígenas, provavelmente do povo Tabajara, Severino José da Silva, conhecido como Tubira. Seu pai, mecânico autodidata de motores a diesel, desde cedo, exerceu influência sobre o amor de Vanderlan pela natureza e, segundo ela própria constatou, anos mais tarde, o ativismo da origem indígena dele certamente contribuiu para suas escolhas futuras de estudar a Ciência Natural. A mãe bordava colchas, vestidos e fazia à mão bordados portugueses, para ajudar no orçamento familiar. Seus pais priorizavam a educação formal dos filhos e se empenhavam em proporcionar estudo de qualidade para todos (Moura; Zorzetto, 2014; QuiMinas, 2020; Lima, 2025).
Quando Vanderlan tinha 6 anos de idade, sua família se mudou para a Praia Formosa, em Cabedelo, PB, em razão do trabalho de seu pai, como supervisor de obras do quebra-mar. Mesmo tendo sido por um breve período, o lugar despertou na menina santa-ritense uma grande paixão pela Natureza e atiçou sua curiosidade em torno do ambiente que a cercava, desencadeando questionamentos sobre o mar, o vento e as plantas. Ali foi alfabetizada, à beira-mar, na Escola da Colônia de Pescadores (Bolzani, 1996).
Estudiosa, irrequieta, responsável e persistente, Vanderlan tinha um comportamento fora do padrão desde muito pequena. Não gostava de brincar de casinha ou de bonecas. Gostava mesmo era das brincadeiras de menino, como bolinhas de gude, que a intrigavam sobre os fenômenos do movimento. Certa feita, queria participar de uma procissão vestida de vermelho, sendo contrariada pela mãe e obrigada a usar um vestido rosa. Pela cor preferida e intensidade nas atitudes, foi apelidada pelos íntimos de “Pimenta” (Bolzani, 1996; QuiMinas, 2020).
A infância foi intensa e feliz, ao lado dos pais e dos cinco irmãos, entre brincadeiras de infância no mar, pescarias em família e constantes visitas ao sítio dos avós paternos, Francisco Ferreira Maia e Severina Cosma Generosa, a doce e carinhosa Dindinha, descendente de indígena, com quem a menina Vanda – apelido de criança – aprendeu a importância de se respeitar a natureza e preservá-la. Com ela, Vanderlan aprendeu sobre plantas “do bem” e “do mal” em passeios exploratórios pelo mato, junto com os irmãos. Nesses passeios, Vanderlan, muito atenta e curiosa, ficava ao lado da avó, perguntava tudo e queria saber detalhes.
A sucessão de “chamados da natureza” se repetia com frequência ao longo de sua trajetória e Vanderlan relata isso com orgulho e prazer. Relembra com carinho a pintura corporal que a Dindinha fazia nos netos com pigmentos naturais extraídos de plantas como urucum, em abundância no sítio (Lima, 2025).
Santa Rita, cidade histórica, pioneira dos engenhos canavieiros e conhecida como “cidade das águas minerais”, na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, foi onde nasceu Vanderlan. Primogênita dentre cinco irmãs e um irmão, filha de Maria de Lourdes Alves de Oliveira, uma descendente de portugueses que se casou com um descendente de indígenas, provavelmente do povo Tabajara, Severino José da Silva, conhecido como Tubira. Seu pai, mecânico autodidata de motores a diesel, desde cedo, exerceu influência sobre o amor de Vanderlan pela natureza e, segundo ela própria constatou, anos mais tarde, o ativismo da origem indígena dele certamente contribuiu para suas escolhas futuras de estudar a Ciência Natural. A mãe bordava colchas, vestidos e fazia à mão bordados portugueses, para ajudar no orçamento familiar. Seus pais priorizavam a educação formal dos filhos e se empenhavam em proporcionar estudo de qualidade para todos (Moura; Zorzetto, 2014; QuiMinas, 2020; Lima, 2025).
Quando Vanderlan tinha 6 anos de idade, sua família se mudou para a Praia Formosa, em Cabedelo, PB, em razão do trabalho de seu pai, como supervisor de obras do quebra-mar. Mesmo tendo sido por um breve período, o lugar despertou na menina santa-ritense uma grande paixão pela Natureza e atiçou sua curiosidade em torno do ambiente que a cercava, desencadeando questionamentos sobre o mar, o vento e as plantas. Ali foi alfabetizada, à beira-mar, na Escola da Colônia de Pescadores (Bolzani, 1996).
Estudiosa, irrequieta, responsável e persistente, Vanderlan tinha um comportamento fora do padrão desde muito pequena. Não gostava de brincar de casinha ou de bonecas. Gostava mesmo era das brincadeiras de menino, como bolinhas de gude, que a intrigavam sobre os fenômenos do movimento. Certa feita, queria participar de uma procissão vestida de vermelho, sendo contrariada pela mãe e obrigada a usar um vestido rosa. Pela cor preferida e intensidade nas atitudes, foi apelidada pelos íntimos de “Pimenta” (Bolzani, 1996; QuiMinas, 2020).
A infância foi intensa e feliz, ao lado dos pais e dos cinco irmãos, entre brincadeiras de infância no mar, pescarias em família e constantes visitas ao sítio dos avós paternos, Francisco Ferreira Maia e Severina Cosma Generosa, a doce e carinhosa Dindinha, descendente de indígena, com quem a menina Vanda – apelido de criança – aprendeu a importância de se respeitar a natureza e preservá-la. Com ela, Vanderlan aprendeu sobre plantas “do bem” e “do mal” em passeios exploratórios pelo mato, junto com os irmãos. Nesses passeios, Vanderlan, muito atenta e curiosa, ficava ao lado da avó, perguntava tudo e queria saber detalhes.
A sucessão de “chamados da natureza” se repetia com frequência ao longo de sua trajetória e Vanderlan relata isso com orgulho e prazer. Relembra com carinho a pintura corporal que a Dindinha fazia nos netos com pigmentos naturais extraídos de plantas como urucum, em abundância no sítio (Lima, 2025).
<strong>Educação formal: uma trajetória de disciplina, encantos, desencantos e escolhas</strong>
Vanderlan sempre expressa o orgulho que tem de sua origem nordestina e se sente privilegiada por ter estudado em escolas públicas de excelente qualidade durante toda a vida.
Domiciliados em João Pessoa, Vanderlan cursou o Ginasial no Instituto Montessori, que oferecia uma formação rigorosa e ela se destacava com boas notas, motivo de orgulho para os pais. Cursou dois anos do Científico no Liceu Paraibano, a melhor escola pública de João Pessoa à época. Concomitantemente, ao completar 16 anos de idade e com a intenção de custear as próprias despesas, Vanderlan decidiu trabalhar ministrando aulas particulares de reforço escolar em língua portuguesa, matemática e geografia. Foi sua primeira experiência didática, a qual, anos mais tarde, identificou como rica e excitante, um exercício muito valioso para sua formação como professora e que acabou por se tornar um importante estímulo a sua decisão de seguir a carreira do magistério em composição com a de pesquisadora. Sobre a missão de ensinar, afirma: “Transmitir conhecimento, desde o mais elementar, é uma tarefa difícil, de muita responsabilidade e fazê-la bem é uma arte e um ato de amor” (Bolzani, 1996).
Mantendo a convicção inabalável para cursar Medicina, sob forte incentivo e felicidade dos pais, sentiu-se privilegiada ao ser selecionada para ocupar uma das 120 vagas no Colégio Universitário, uma iniciativa estadual bem-sucedida composta por docentes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que oferecia curso intensivo de um ano, preparatório para jovens estudantes ingressarem em universidades públicas. Estudiosa e dedicada, Vanderlan varava madrugadas estudando para o vestibular, tendo como companheira sua mãe, que estendia a prática dos bordados noite adentro como forma de estímulo aos estudos da filha. Em 1966, aos 17 anos, Vanderlan foi aprovada no vestibular para medicina na UFPB e logo foi tomada por um sentimento de insegurança entre a expectativa e a realidade. “Fiquei decepcionada. As primeiras aulas, de fisiologia, de anatomia, eram muito teóricas, e eu queria prática. Ao mesmo tempo, no ciclo básico, fiquei fascinada com as aulas de bioquímica. No final do segundo ano, deixei o curso” (Moura; Zorzetto, 2014).
A escolha estava feita. Trancou o curso de Medicina, prestou novo vestibular e foi aprovada para a Faculdade de Farmácia-Bioquímica da UFPB. Frequentou todas as disciplinas do ciclo básico do Departamento de Química e se encantou pelas aulas de química orgânica do professor Wilmar Nunes Brito, dono de uma didática incrível e grande incentivador da pesquisa. Nas palavras de Vanderlan, era “intelectualmente fascinante, meio paizão, e me estimulava dizendo que eu tinha jeito de cientista” (Moura; Zorzetto, 2014).
O interesse pela química de produtos naturais, mais especificamente pela fitoquímica, e a certeza de que queria fazer pesquisa surgiram ainda no curso de graduação, pela convivência com professores pesquisadores do Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais da UFPB.
Terminado o curso de Farmácia, o mesmo professor Wilmar Nunes Brito incentivou sua brilhante aluna a alçar novos voos, para dar continuidade ao trabalho realizado na graduação, e sugeriu que fizesse uma pós-graduação no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), onde ele próprio havia concluído o Mestrado, sob a orientação do professor Paulo de Carvalho. Ele dizia que ela levava jeito e escreveu uma carta de recomendação ao professor Paulo de Carvalho, que se prontificou a orientar Vanderlan no mestrado em química orgânica, informando que ela teria de cumprir o requisito: ser aprovada na seleção para receber a bolsa de estudos (Lima, 2025).
Vanderlan sempre expressa o orgulho que tem de sua origem nordestina e se sente privilegiada por ter estudado em escolas públicas de excelente qualidade durante toda a vida.
Domiciliados em João Pessoa, Vanderlan cursou o Ginasial no Instituto Montessori, que oferecia uma formação rigorosa e ela se destacava com boas notas, motivo de orgulho para os pais. Cursou dois anos do Científico no Liceu Paraibano, a melhor escola pública de João Pessoa à época. Concomitantemente, ao completar 16 anos de idade e com a intenção de custear as próprias despesas, Vanderlan decidiu trabalhar ministrando aulas particulares de reforço escolar em língua portuguesa, matemática e geografia. Foi sua primeira experiência didática, a qual, anos mais tarde, identificou como rica e excitante, um exercício muito valioso para sua formação como professora e que acabou por se tornar um importante estímulo a sua decisão de seguir a carreira do magistério em composição com a de pesquisadora. Sobre a missão de ensinar, afirma: “Transmitir conhecimento, desde o mais elementar, é uma tarefa difícil, de muita responsabilidade e fazê-la bem é uma arte e um ato de amor” (Bolzani, 1996).
Mantendo a convicção inabalável para cursar Medicina, sob forte incentivo e felicidade dos pais, sentiu-se privilegiada ao ser selecionada para ocupar uma das 120 vagas no Colégio Universitário, uma iniciativa estadual bem-sucedida composta por docentes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que oferecia curso intensivo de um ano, preparatório para jovens estudantes ingressarem em universidades públicas. Estudiosa e dedicada, Vanderlan varava madrugadas estudando para o vestibular, tendo como companheira sua mãe, que estendia a prática dos bordados noite adentro como forma de estímulo aos estudos da filha. Em 1966, aos 17 anos, Vanderlan foi aprovada no vestibular para medicina na UFPB e logo foi tomada por um sentimento de insegurança entre a expectativa e a realidade. “Fiquei decepcionada. As primeiras aulas, de fisiologia, de anatomia, eram muito teóricas, e eu queria prática. Ao mesmo tempo, no ciclo básico, fiquei fascinada com as aulas de bioquímica. No final do segundo ano, deixei o curso” (Moura; Zorzetto, 2014).
A escolha estava feita. Trancou o curso de Medicina, prestou novo vestibular e foi aprovada para a Faculdade de Farmácia-Bioquímica da UFPB. Frequentou todas as disciplinas do ciclo básico do Departamento de Química e se encantou pelas aulas de química orgânica do professor Wilmar Nunes Brito, dono de uma didática incrível e grande incentivador da pesquisa. Nas palavras de Vanderlan, era “intelectualmente fascinante, meio paizão, e me estimulava dizendo que eu tinha jeito de cientista” (Moura; Zorzetto, 2014).
O interesse pela química de produtos naturais, mais especificamente pela fitoquímica, e a certeza de que queria fazer pesquisa surgiram ainda no curso de graduação, pela convivência com professores pesquisadores do Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais da UFPB.
Terminado o curso de Farmácia, o mesmo professor Wilmar Nunes Brito incentivou sua brilhante aluna a alçar novos voos, para dar continuidade ao trabalho realizado na graduação, e sugeriu que fizesse uma pós-graduação no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), onde ele próprio havia concluído o Mestrado, sob a orientação do professor Paulo de Carvalho. Ele dizia que ela levava jeito e escreveu uma carta de recomendação ao professor Paulo de Carvalho, que se prontificou a orientar Vanderlan no mestrado em química orgânica, informando que ela teria de cumprir o requisito: ser aprovada na seleção para receber a bolsa de estudos (Lima, 2025).
<strong>Pós-graduação: enfrentamentos, resiliência, conquistas e maternidade</strong>
Vanderlan migrou de João Pessoa para São Paulo aos 22 anos, em 1970, “com a cara e a coragem”, para realizar o sonho de ser pesquisadora e associar química e natureza, em um dos centros de pesquisa mais importantes do país. Foi gentilmente acolhida pelo professor Paulo de Carvalho, que lhe ofereceu estágio em seu laboratório, sob a coorientação do professor Mário Motidome no Instituto de Química da USP. “Ambos foram muito dedicados e deram apoio para que eu me instalasse na cidade. Mostraram-se uma sólida referência para a aluna vinda de uma Universidade pequena, sem tradição, preocupada em vencer a timidez e a insegurança” (Bolzani, 1996). A morte súbita do professor Paulo, poucos dias após a acolhida, assustou Vanderlan ao ponto de quase desistir de seu sonho. Seguiu com o apoio familiar e o convite do professor Mário Motidome para iniciar as pesquisas em seu laboratório.
O início de sua vida em São Paulo foi de enfrentamento e resiliência, sentiu solidão e sofreu preconceito por ser nordestina até por professores. “Achavam que nossa formação era inferior – a minha não era, tive uma excelente formação educacional” (Moura; Zorzetto, 2014). Com essa consciência de sua excelente origem educacional e a ousadia que lhe era peculiar, Vanderlan se agarrou à oportunidade e se dedicou com afinco a seu objetivo. Morou na residência estudantil da USP, numa época de regime militar no Brasil com restrições de expressão, onde aflorava a união dos estudantes na busca de espaço e voz. Fez muitos amigos entre alunos de diversas nacionalidades e até professores, estudou muito para conquistar seu espaço no programa de mestrado do IQ-USP.
Consciente de que precisava se preparar para a seleção do mestrado, seguiu a orientação do mestre Otto Richard Gottlieb – um dos pioneiros em química de produtos naturais no Brasil, quem Vanda sonhava em ter como orientador – e matriculou-se em físico-química e química inorgânica. Cumpriu os requisitos impostos pelo professor e conseguiu ingressar no programa de mestrado do IQ-USP, sob sua orientação, com coorientação do professor Marden Antônio Alvarenga (Bolzani, 1996). Vanderlan concluiu o mestrado em química orgânica em 1978.
Ainda durante o mestrado, Vanda conheceu Jorge Bolzani Neto, em 1977, o grande amor de sua vida e importante apoiador de sua carreira, com quem se casou e teve dois filhos. Terminou o mestrado grávida de Mariana, a primogênita, e, mesmo sendo desafiador conciliar a gravidez e o mestrado em química orgânica, sem esmorecer, Vanda se sentiu abençoada com o mestrado e a maternidade a seguir. Na sequência, a família se mudou para a Paraíba, onde Vanda assume a docência em tempo integral, nas disciplinas de Química Geral e Orgânica, no Departamento de Química da UFPB, sendo árduo o exercício de conciliar as funções de mãe e docente, apesar do aconchego do lar e suporte da família (Bolzani, 1996).
Por questões de adaptação familiar e tentada a retomar a carreira de pesquisadora, Vanderlan retorna a São Paulo e a família se instala em Araraquara, onde seu esposo ingressa no mestrado na UNESP, e ela dá início a seu doutorado no IQ-USP, também sob a orientação do mestre Otto Gottlieb. Ainda em processo de doutoramento, Vanda foi contratada pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), em 1980, para ministrar aulas de Farmacognosia na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) e para implantar um laboratório de pesquisa em química de produtos naturais no Departamento de Farmacognosia e Toxicologia.
Devido a dificuldades institucionais e ainda com o doutorado em andamento, em março de 1981, Vanderlan transferiu seu trabalho para o Instituto de Química (IQ) da UNESP, também em Araraquara, para integrar-se ao grupo de professores que estudavam química de plantas, liderado pela professora Lígia Maria Vettorato Trevisan.
Simultaneamente, Vanderlan deu sequência a sua pesquisa de doutorado no IQ-USP, passando a contar com a coorientação da professora Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva, do Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (DQ-UFSCar). Esse período foi mais produtivo e feliz para ela, pois as viagens a São Paulo foram substituídas para São Carlos, e se tornaram mais curtas e agradáveis para ela, pois estava grávida do segundo filho, Tiago, que nasceu antes de sua defesa. Seu doutorado em Química Orgânica foi concluído no IQ-USP, em 1982.
Precursora nas pesquisas com plantas visando ao isolamento de substâncias puras bioativas, Vanderlan aprofundou os estudos das Rubiaceae, sua paixão desde sempre. Tais pesquisas lhe renderam muitos frutos, vários artigos publicados sobre várias espécies de Rubiaceae e o reconhecimento de ter se tornado especialista nesse grupo taxonômico. Época de intensa produção, que proporcionou as primeiras parcerias em projetos de inovação desenvolvidos com empresas de capital nacional da indústria farmacêutica, Eurofarma, e de cosméticos, Natura (Bolzani, 1996; Lima, 2025).
Em 1991 fez uma imersão como bolsista de curto prazo na Gottfried Wilhelm Leibniz Universität Hannover (LUH; Hannover, Alemanha) participando do Brasilianisch deutsches Symposium für Naturstoffch (Bolzani, 1996).
Em 1992-1994 realizou o pós-doutorado sob a supervisão do Prof. David Kingston, na Virginia Polytechnic Institute And State Univerty (VPISU), EUA, com ênfase em fitoquímica para fins medicinais. Considerou a biodiversidade e a necessidade de preservação da flora brasileira em suas pesquisas, no desenvolvimento comercial de princípios ativos de origem vegetal e em registros de patentes com fins farmacoquímicos (Moura; Zorzetto, 2014; Bolzani, 1996).
Vanderlan fez um belo trabalho sobre a evolução de alcaloides indólicos na natureza e publicou, em parceria com Dr. Otto, um excelente artigo que impressionou Elmar Robbrecht, taxonomista famoso. Esse artigo rendeu um convite para um congresso internacional, na Bélgica (Moura; Zorzetto, 2014). Foi o primeiro grande voo de Vanderlan: proferir uma conferência de 50 minutos intitulada Chemosystematic Markers In Rubiaceae em um evento internacional, o Second International Conference on Rubiaceae, em Bruxelas, Bélgica, 1995. “Fui tremendo porque foi a primeira vez que saí para fazer uma conferência de 50 minutos e eu ainda era quase uma estudante” (Moura; Zorzetto, 2014).
Conquistou a Livre-Docência no Instituto de Química (UNESP–Araraquara) em 1996. No ano de 2000, recebeu da FAPESP o primeiro fomento para subsidiar seu grupo de pesquisa, sobre o qual comentou: “Queríamos entender melhor a natureza, tentar encontrar a relação entre a biossíntese e a função das macromoléculas nas plantas e também sua função farmacológica.” (Bolzani, 1996; Moura; Zorzetto, 2014).
Vanderlan migrou de João Pessoa para São Paulo aos 22 anos, em 1970, “com a cara e a coragem”, para realizar o sonho de ser pesquisadora e associar química e natureza, em um dos centros de pesquisa mais importantes do país. Foi gentilmente acolhida pelo professor Paulo de Carvalho, que lhe ofereceu estágio em seu laboratório, sob a coorientação do professor Mário Motidome no Instituto de Química da USP. “Ambos foram muito dedicados e deram apoio para que eu me instalasse na cidade. Mostraram-se uma sólida referência para a aluna vinda de uma Universidade pequena, sem tradição, preocupada em vencer a timidez e a insegurança” (Bolzani, 1996). A morte súbita do professor Paulo, poucos dias após a acolhida, assustou Vanderlan ao ponto de quase desistir de seu sonho. Seguiu com o apoio familiar e o convite do professor Mário Motidome para iniciar as pesquisas em seu laboratório.
O início de sua vida em São Paulo foi de enfrentamento e resiliência, sentiu solidão e sofreu preconceito por ser nordestina até por professores. “Achavam que nossa formação era inferior – a minha não era, tive uma excelente formação educacional” (Moura; Zorzetto, 2014). Com essa consciência de sua excelente origem educacional e a ousadia que lhe era peculiar, Vanderlan se agarrou à oportunidade e se dedicou com afinco a seu objetivo. Morou na residência estudantil da USP, numa época de regime militar no Brasil com restrições de expressão, onde aflorava a união dos estudantes na busca de espaço e voz. Fez muitos amigos entre alunos de diversas nacionalidades e até professores, estudou muito para conquistar seu espaço no programa de mestrado do IQ-USP.
Consciente de que precisava se preparar para a seleção do mestrado, seguiu a orientação do mestre Otto Richard Gottlieb – um dos pioneiros em química de produtos naturais no Brasil, quem Vanda sonhava em ter como orientador – e matriculou-se em físico-química e química inorgânica. Cumpriu os requisitos impostos pelo professor e conseguiu ingressar no programa de mestrado do IQ-USP, sob sua orientação, com coorientação do professor Marden Antônio Alvarenga (Bolzani, 1996). Vanderlan concluiu o mestrado em química orgânica em 1978.
Ainda durante o mestrado, Vanda conheceu Jorge Bolzani Neto, em 1977, o grande amor de sua vida e importante apoiador de sua carreira, com quem se casou e teve dois filhos. Terminou o mestrado grávida de Mariana, a primogênita, e, mesmo sendo desafiador conciliar a gravidez e o mestrado em química orgânica, sem esmorecer, Vanda se sentiu abençoada com o mestrado e a maternidade a seguir. Na sequência, a família se mudou para a Paraíba, onde Vanda assume a docência em tempo integral, nas disciplinas de Química Geral e Orgânica, no Departamento de Química da UFPB, sendo árduo o exercício de conciliar as funções de mãe e docente, apesar do aconchego do lar e suporte da família (Bolzani, 1996).
Por questões de adaptação familiar e tentada a retomar a carreira de pesquisadora, Vanderlan retorna a São Paulo e a família se instala em Araraquara, onde seu esposo ingressa no mestrado na UNESP, e ela dá início a seu doutorado no IQ-USP, também sob a orientação do mestre Otto Gottlieb. Ainda em processo de doutoramento, Vanda foi contratada pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), em 1980, para ministrar aulas de Farmacognosia na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) e para implantar um laboratório de pesquisa em química de produtos naturais no Departamento de Farmacognosia e Toxicologia.
Devido a dificuldades institucionais e ainda com o doutorado em andamento, em março de 1981, Vanderlan transferiu seu trabalho para o Instituto de Química (IQ) da UNESP, também em Araraquara, para integrar-se ao grupo de professores que estudavam química de plantas, liderado pela professora Lígia Maria Vettorato Trevisan.
Simultaneamente, Vanderlan deu sequência a sua pesquisa de doutorado no IQ-USP, passando a contar com a coorientação da professora Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva, do Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (DQ-UFSCar). Esse período foi mais produtivo e feliz para ela, pois as viagens a São Paulo foram substituídas para São Carlos, e se tornaram mais curtas e agradáveis para ela, pois estava grávida do segundo filho, Tiago, que nasceu antes de sua defesa. Seu doutorado em Química Orgânica foi concluído no IQ-USP, em 1982.
Precursora nas pesquisas com plantas visando ao isolamento de substâncias puras bioativas, Vanderlan aprofundou os estudos das Rubiaceae, sua paixão desde sempre. Tais pesquisas lhe renderam muitos frutos, vários artigos publicados sobre várias espécies de Rubiaceae e o reconhecimento de ter se tornado especialista nesse grupo taxonômico. Época de intensa produção, que proporcionou as primeiras parcerias em projetos de inovação desenvolvidos com empresas de capital nacional da indústria farmacêutica, Eurofarma, e de cosméticos, Natura (Bolzani, 1996; Lima, 2025).
Em 1991 fez uma imersão como bolsista de curto prazo na Gottfried Wilhelm Leibniz Universität Hannover (LUH; Hannover, Alemanha) participando do Brasilianisch deutsches Symposium für Naturstoffch (Bolzani, 1996).
Em 1992-1994 realizou o pós-doutorado sob a supervisão do Prof. David Kingston, na Virginia Polytechnic Institute And State Univerty (VPISU), EUA, com ênfase em fitoquímica para fins medicinais. Considerou a biodiversidade e a necessidade de preservação da flora brasileira em suas pesquisas, no desenvolvimento comercial de princípios ativos de origem vegetal e em registros de patentes com fins farmacoquímicos (Moura; Zorzetto, 2014; Bolzani, 1996).
Vanderlan fez um belo trabalho sobre a evolução de alcaloides indólicos na natureza e publicou, em parceria com Dr. Otto, um excelente artigo que impressionou Elmar Robbrecht, taxonomista famoso. Esse artigo rendeu um convite para um congresso internacional, na Bélgica (Moura; Zorzetto, 2014). Foi o primeiro grande voo de Vanderlan: proferir uma conferência de 50 minutos intitulada Chemosystematic Markers In Rubiaceae em um evento internacional, o Second International Conference on Rubiaceae, em Bruxelas, Bélgica, 1995. “Fui tremendo porque foi a primeira vez que saí para fazer uma conferência de 50 minutos e eu ainda era quase uma estudante” (Moura; Zorzetto, 2014).
Conquistou a Livre-Docência no Instituto de Química (UNESP–Araraquara) em 1996. No ano de 2000, recebeu da FAPESP o primeiro fomento para subsidiar seu grupo de pesquisa, sobre o qual comentou: “Queríamos entender melhor a natureza, tentar encontrar a relação entre a biossíntese e a função das macromoléculas nas plantas e também sua função farmacológica.” (Bolzani, 1996; Moura; Zorzetto, 2014).
<strong>Reconhecimento e legado</strong>
Vanderlan, uma das maiores referências internacionais na área de Química de Produtos Naturais, mundialmente reconhecida, homenageada e premiada, confessa que sua maior consagração aconteceu em 2011, durante o World Chemistry Congress, em San Juan, Porto Rico. Era uma homenagem ao centenário da cientista Marie Curie. Durante o evento, que homenageava 23 cientistas de diversos países, dentre elas a ganhadora do prêmio Nobel de Química em 2009, Vanderlan recebeu o prêmio Mulher de destaque na Química pela American Chemistry Society (ACS), única representante da América Latina em uma premiação mundial para químicas e engenheiras químicas, sendo da área de produtos naturais (Lima, 2025, p. 144).
No discurso, falou da urgência de se seguirem as lutas por uma maior inclusão de mulheres em todas as profissões e, principalmente, na ciência, onde ela encontra dificuldade para alcançar postos de chefia, frente ao preconceito, apesar dos avanços.
Tanto na universidade como em centros de pesquisa e associações, Vanderlan ocupou também papéis importantes em diversos setores, como na política científica, por exemplo, enquanto membro do Conselho Consultivo da SBPC. Em 2019, atuou como vice-presidente da SBPC. Entre 2018 e 2022, Vanderlan integrou o Conselho Superior da FAPESP; como presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP), foi a primeira mulher a ocupar esse cargo, e por dois mandatos consecutivos, 2019 e 2023. Atualmente, ela é membro do Conselho da ACIESP até o final de 2025 (Lima, 2025; MORAES, 2024). Foi pioneira como pesquisadora ao assumir (2008-2010) a presidência da Sociedade Brasileira de Química (SBQ).
Em 2010, foi homenageada de forma inédita para uma pesquisadora latino-americana como fellow da Royal Society of Chemistry (Lima, 2025), em reconhecimento a suas significativas contribuições para o campo da química de produtos naturais. Nesse mesmo ano de 2012, Vanderlan passou a compor o Scientific Advisory Board (SAB) na L'Oréal, exercendo a função de cientista junto a vários países por doze anos.
Destacando-se como pioneira na pesquisa de produtos naturais, Vanderlan, em parceria com as pesquisadoras Marcia Nesser e Maysa Furlan, estabeleceu o Núcleo de Bioensaios, Biossíntese e Ecofisiologia de Produtos Naturais (NuBBE). A pesquisa desenvolvida no núcleo levou à descoberta de mais de mil compostos naturais obtidos a partir de plantas e microrganismos (Stariolo, 2024; Moraes, 2024).
Em parceria com o grupo de pesquisa de Glaucius Oliva, Vanda realizou outro trabalho marcante e original, a criação da primeira base de dados certificada de produtos naturais da biodiversidade brasileira, uma ferramenta valiosa para a pesquisa científica. Sobre esse tema, Vanderlan frisa que, reunindo aproximadamente 20% de todas as espécies do planeta, “a megabiodiversidade do nosso país tem imenso potencial de gerar novos conhecimentos e alavancar essa economia sustentável que valoriza o meio ambiente” (Lima, 2025, p. 156).
Em 2019, a Sociedade Brasileira de Química (SBQ) criou o prêmio Vanderlan da Silva Bolzani, com o objetivo de reconhecer mulheres que se destacam na área de Química e que contribuem para o fortalecimento da associação. “Estou surpresa, envaidecida e extremamente emocionada (...) Minha trajetória é um exercício de paixão pelo que faço e de persistência" (Viana, 2019; Agência Fapesp, 2019).
Referência na área de Química e Sustentabilidade, com 40 anos dedicados à pesquisa em química de produtos naturais e química medicinal de produtos naturais, Vanderlan Bolzani foi incluída, em 2022, entre os 2% de cientistas mais citados do mundo em suas respectivas áreas de atuação.
Em março de 2024, a renomada revista científica Journal of Natural Products prestou uma homenagem a Vanderlan, por sua contribuição para o estudo da biodiversidade brasileira e por seu papel como formadora de novas gerações de cientistas. Foi a primeira vez que uma cientista da América do Sul foi agraciada com o número especial dessa revista científica mais importante da atualidade na área da química de produtos naturais. (Stariolo, 2024) E, em reconhecimento às contribuições de Vanderlan a esse importante periódico, ela foi homenageada no Congresso Internacional de Pesquisa de Produtos Naturais (ICNPR 2024), em Cracóvia, Polônia, em julho desse mesmo ano (Fontes, 2024).
Ao longo de mais de quarenta anos, Bolzani participou da formação de mais de 400 novos pesquisadores, entre graduandos e pós-graduandos, que, posteriormente, criaram seus próprios grupos de pesquisa e se tornaram mentores de novas mentes. A Figura 1, publicada pelo Journal of Natural Products, ilustra esse universo de orientandos da professora e pesquisadora Vanderlan da Silva Bolzani (Mannochio-Russo; de Funari; Costa-Lotufo, 2024; Stariolo, 2024).
Sua contribuição acadêmica se traduz em números impressionantes, dispostos em seu currículo Lattes, dos quais se destacam, até julho de 2025, 364 artigos completos publicados em periódicos, 5 livros, 13 capítulos de livros, 12 registros de patentes, 31 orientações de mestrado, 22 orientações de doutorado e 34 supervisões de pós-doutorado.
Vanderlan Bolzani se aposentou no final de 2024. Porém, após lhe ser concedido o título de professora sênior, seguirá exercendo atividades de pesquisa na UNESP. A partir de 2025, além da participação em congressos na área de produtos naturais e farmacognosia, Vanderlan anuncia outra atividade na qual gostaria de permanecer atuante: incentivar as meninas a serem cientistas. Muito ativa, mantém os seus papéis de mãe, avó e poetisa. Ocupações das quais jamais abrirá mão (Lima, 2025, p. 174).
Vanderlan, uma das maiores referências internacionais na área de Química de Produtos Naturais, mundialmente reconhecida, homenageada e premiada, confessa que sua maior consagração aconteceu em 2011, durante o World Chemistry Congress, em San Juan, Porto Rico. Era uma homenagem ao centenário da cientista Marie Curie. Durante o evento, que homenageava 23 cientistas de diversos países, dentre elas a ganhadora do prêmio Nobel de Química em 2009, Vanderlan recebeu o prêmio Mulher de destaque na Química pela American Chemistry Society (ACS), única representante da América Latina em uma premiação mundial para químicas e engenheiras químicas, sendo da área de produtos naturais (Lima, 2025, p. 144).
No discurso, falou da urgência de se seguirem as lutas por uma maior inclusão de mulheres em todas as profissões e, principalmente, na ciência, onde ela encontra dificuldade para alcançar postos de chefia, frente ao preconceito, apesar dos avanços.
Tanto na universidade como em centros de pesquisa e associações, Vanderlan ocupou também papéis importantes em diversos setores, como na política científica, por exemplo, enquanto membro do Conselho Consultivo da SBPC. Em 2019, atuou como vice-presidente da SBPC. Entre 2018 e 2022, Vanderlan integrou o Conselho Superior da FAPESP; como presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP), foi a primeira mulher a ocupar esse cargo, e por dois mandatos consecutivos, 2019 e 2023. Atualmente, ela é membro do Conselho da ACIESP até o final de 2025 (Lima, 2025; MORAES, 2024). Foi pioneira como pesquisadora ao assumir (2008-2010) a presidência da Sociedade Brasileira de Química (SBQ).
Em 2010, foi homenageada de forma inédita para uma pesquisadora latino-americana como fellow da Royal Society of Chemistry (Lima, 2025), em reconhecimento a suas significativas contribuições para o campo da química de produtos naturais. Nesse mesmo ano de 2012, Vanderlan passou a compor o Scientific Advisory Board (SAB) na L'Oréal, exercendo a função de cientista junto a vários países por doze anos.
Destacando-se como pioneira na pesquisa de produtos naturais, Vanderlan, em parceria com as pesquisadoras Marcia Nesser e Maysa Furlan, estabeleceu o Núcleo de Bioensaios, Biossíntese e Ecofisiologia de Produtos Naturais (NuBBE). A pesquisa desenvolvida no núcleo levou à descoberta de mais de mil compostos naturais obtidos a partir de plantas e microrganismos (Stariolo, 2024; Moraes, 2024).
Em parceria com o grupo de pesquisa de Glaucius Oliva, Vanda realizou outro trabalho marcante e original, a criação da primeira base de dados certificada de produtos naturais da biodiversidade brasileira, uma ferramenta valiosa para a pesquisa científica. Sobre esse tema, Vanderlan frisa que, reunindo aproximadamente 20% de todas as espécies do planeta, “a megabiodiversidade do nosso país tem imenso potencial de gerar novos conhecimentos e alavancar essa economia sustentável que valoriza o meio ambiente” (Lima, 2025, p. 156).
Em 2019, a Sociedade Brasileira de Química (SBQ) criou o prêmio Vanderlan da Silva Bolzani, com o objetivo de reconhecer mulheres que se destacam na área de Química e que contribuem para o fortalecimento da associação. “Estou surpresa, envaidecida e extremamente emocionada (...) Minha trajetória é um exercício de paixão pelo que faço e de persistência" (Viana, 2019; Agência Fapesp, 2019).
Referência na área de Química e Sustentabilidade, com 40 anos dedicados à pesquisa em química de produtos naturais e química medicinal de produtos naturais, Vanderlan Bolzani foi incluída, em 2022, entre os 2% de cientistas mais citados do mundo em suas respectivas áreas de atuação.
Em março de 2024, a renomada revista científica Journal of Natural Products prestou uma homenagem a Vanderlan, por sua contribuição para o estudo da biodiversidade brasileira e por seu papel como formadora de novas gerações de cientistas. Foi a primeira vez que uma cientista da América do Sul foi agraciada com o número especial dessa revista científica mais importante da atualidade na área da química de produtos naturais. (Stariolo, 2024) E, em reconhecimento às contribuições de Vanderlan a esse importante periódico, ela foi homenageada no Congresso Internacional de Pesquisa de Produtos Naturais (ICNPR 2024), em Cracóvia, Polônia, em julho desse mesmo ano (Fontes, 2024).
Ao longo de mais de quarenta anos, Bolzani participou da formação de mais de 400 novos pesquisadores, entre graduandos e pós-graduandos, que, posteriormente, criaram seus próprios grupos de pesquisa e se tornaram mentores de novas mentes. A Figura 1, publicada pelo Journal of Natural Products, ilustra esse universo de orientandos da professora e pesquisadora Vanderlan da Silva Bolzani (Mannochio-Russo; de Funari; Costa-Lotufo, 2024; Stariolo, 2024).
Sua contribuição acadêmica se traduz em números impressionantes, dispostos em seu currículo Lattes, dos quais se destacam, até julho de 2025, 364 artigos completos publicados em periódicos, 5 livros, 13 capítulos de livros, 12 registros de patentes, 31 orientações de mestrado, 22 orientações de doutorado e 34 supervisões de pós-doutorado.
Vanderlan Bolzani se aposentou no final de 2024. Porém, após lhe ser concedido o título de professora sênior, seguirá exercendo atividades de pesquisa na UNESP. A partir de 2025, além da participação em congressos na área de produtos naturais e farmacognosia, Vanderlan anuncia outra atividade na qual gostaria de permanecer atuante: incentivar as meninas a serem cientistas. Muito ativa, mantém os seus papéis de mãe, avó e poetisa. Ocupações das quais jamais abrirá mão (Lima, 2025, p. 174).
<strong>Com a palavra: Vanda</strong>
<cite><i>Se hoje me perguntassem: "sintetize, além de seus filhos Mariana e Tiago e dos netinhos Júlio e Raul que estão cravados no coração, mente e razão, o que lhe deu coragem para continuar voando?" Responderia com sinceridade: sem dúvidas o que me impulsionou foram as instigantes pesquisas sobre a beleza e riqueza molecular de nossa biodiversidade ainda quimicamente inexplorada (Lima, 2025, p. 176).</i></cite>
<cite><i>Mesmo com a idade avançada ainda sou muito elétrica e de bem com a vida. Além do trabalho intenso, adoro restaurantes, faço questão de estar muito presente com meus netinhos, que adoram teatro e museus, e meus alunos e amigos em mesas de bar, um ótimo lugar para se discutir ciência" (Viana, 2019).</i></cite>
<cite><i>Estamos celebrando o “ano internacional da Química”. 2011 é um ano de reflexão para os jovens. Temos que projetar o futuro e, quando projetamos o futuro, temos de mostrar para os jovens a beleza da Química. A Química é a Ciência da Vida!” (Bolzani, 2011).</i></cite>
<cite><i>Hoje tenho discutido, nas minhas falas para meninas na ciência, a importância do apoio familiar tanto para meninos como meninas em fases decisivas da carreira profissional. Muitas vezes levei as crianças para sala de aula, e elas ficavam quietinhas enquanto eu dava aulas (Viana, 2019).</i></cite>
Com humildade exemplar, a gigante Vanderlan menciona vida afora uma lista de professores, orientadores, colegas, colaboradores e parceiros de pesquisas que lhe serviram de inspiração e ajuda, conferindo a cada um a importância da participação em diversos momentos de sua vida – desde os primeiros anos de estudo até os dias atuais, no ápice de sua carreira nacional e internacional.
<cite><i>Se hoje me perguntassem: "sintetize, além de seus filhos Mariana e Tiago e dos netinhos Júlio e Raul que estão cravados no coração, mente e razão, o que lhe deu coragem para continuar voando?" Responderia com sinceridade: sem dúvidas o que me impulsionou foram as instigantes pesquisas sobre a beleza e riqueza molecular de nossa biodiversidade ainda quimicamente inexplorada (Lima, 2025, p. 176).</i></cite>
<cite><i>Mesmo com a idade avançada ainda sou muito elétrica e de bem com a vida. Além do trabalho intenso, adoro restaurantes, faço questão de estar muito presente com meus netinhos, que adoram teatro e museus, e meus alunos e amigos em mesas de bar, um ótimo lugar para se discutir ciência" (Viana, 2019).</i></cite>
<cite><i>Estamos celebrando o “ano internacional da Química”. 2011 é um ano de reflexão para os jovens. Temos que projetar o futuro e, quando projetamos o futuro, temos de mostrar para os jovens a beleza da Química. A Química é a Ciência da Vida!” (Bolzani, 2011).</i></cite>
<cite><i>Hoje tenho discutido, nas minhas falas para meninas na ciência, a importância do apoio familiar tanto para meninos como meninas em fases decisivas da carreira profissional. Muitas vezes levei as crianças para sala de aula, e elas ficavam quietinhas enquanto eu dava aulas (Viana, 2019).</i></cite>
Com humildade exemplar, a gigante Vanderlan menciona vida afora uma lista de professores, orientadores, colegas, colaboradores e parceiros de pesquisas que lhe serviram de inspiração e ajuda, conferindo a cada um a importância da participação em diversos momentos de sua vida – desde os primeiros anos de estudo até os dias atuais, no ápice de sua carreira nacional e internacional.
Prêmios e condecorações
<strong>Reconhecimentos acadêmicos</strong>
2024 - Homenageada com um número especial do Journal of Natural Products (março).
2024 - Tributo a Vanderlan – homenageada pela American Chemical Society (ACS), durante o Congresso Internacional de Pesquisa de Produtos Naturais (ICNPR 2024), Cracóvia, Polônia, em julho.
2023 - Prêmio Ciência-Tecnologia São Carlos 2023, “modalidade Cientista Emérito – Prêmio Dietrich Schiel”, da Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação.
2022 - Prêmio Medalha Defensora da Ciência, pela Sociedade Brasileira Bioquímica e Biologia Molecular (SBBQ).
2022 - Prêmio Reconhecimento Especial, na categoria liderança, no 1º Concurso de Mulheres em Química na América Latina, promovido pela American Chemical Society (ACS) e pela Federación Latinoamericana de Asociaciones Químicas (FLAQ).
2021 - Prêmio Reconhecimento Especial na categoria liderança no 1º Concurso de Mulheres em Química da América Latina, promovido pela American Chemical Society (ACS) e la Federación Latinoamericana de Asociaciones Químicas (FLAQ).
2018 - Condecoração Ordem Nacional do Mérito Científico e Tecnológico, categoria Comendador, pelo Governo Federal.
2019 - Prêmio Vanderlan da Silva Bolzani, criado pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ) para homenagear mulheres e jovens químicas de destaque.
2017 - Prêmio Professor Otto Gottlieb, da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), em reconhecimento pelo destaque em pesquisas realizadas na área de produtos naturais.
2015 - Prêmio Kurt Politzer de Inovação Tecnológica, da Associação Brasileira de Indústrias Químicas (ABIQUIM).
2014 - Prêmio Capes-Elsevier, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em parceria com a editora Elsevier.
2011 - Medalha Simão Mathias, da Sociedade Brasileira de Química (SBQ).
2011 - Distinguished Women in Chemistry or Chemical Engineering, pela International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC) e American Chemical Association (ACS).
2008 - Prêmio de Inovação Tecnológica Natura Campus, da Natura S/A.
1984 - Prêmio Jovem Cientista, do CNPq e da Fundação Roberto Marinho.
<strong>Cargos</strong>
2012 - Presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP)
2011 - Eleita para a Academia Brasileira de Ciências (ABC)
2008/2010 - Presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ) (primeira mulher)
2004/2008 - Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ)
2018/2023 - Coordenadora do Membership Advisory Committee (MAC, Química)
2017/2019 - Vice-Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
2014/2025 - Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biodiversidade e Produtos Naturais (INCT-BioNat), INCT-CNPq/FAPESP
2016- - Comitê de Pesquisadores, na categoria cientista, para avaliação anual do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
2011/2012 - Professora visitante na Universidade Pierre e Marie Curie (Paris, França)
<strong>Participação em sociedades e entidades de classe</strong>
Academia Brasileira de Ciências (ABC)
Academia de Ciências da América Latina (ACAL)
Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP)
American Society of Pharmacognosy (ASP) (Sociedade Americana de Farmacognosia)
American Chemical Society (ACS)
International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC) (União Internacional de Química Pura e Aplicada)
Royal Society of Chemistry, UK (RSC) (Sociedade Real de Química do Reino Unido)
Scientific Advisory Board (SAB) na L’Oreal (12 anos 2012-2024)
Sociedade Brasileira de Química (SBQ)
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
Society for Medicinal Plant and Natural Product Research (GA, sigla em alemão) (Sociedade de Pesquisas em Plantas Medicinais e Produtos Naturais)
The World Academy of Sciences for the Development of Science in Developing Countries (TWAS) (Academia Mundial de Ciências para o Avanço da Ciência nos Países em Desenvolvimento)
2024 - Homenageada com um número especial do Journal of Natural Products (março).
2024 - Tributo a Vanderlan – homenageada pela American Chemical Society (ACS), durante o Congresso Internacional de Pesquisa de Produtos Naturais (ICNPR 2024), Cracóvia, Polônia, em julho.
2023 - Prêmio Ciência-Tecnologia São Carlos 2023, “modalidade Cientista Emérito – Prêmio Dietrich Schiel”, da Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação.
2022 - Prêmio Medalha Defensora da Ciência, pela Sociedade Brasileira Bioquímica e Biologia Molecular (SBBQ).
2022 - Prêmio Reconhecimento Especial, na categoria liderança, no 1º Concurso de Mulheres em Química na América Latina, promovido pela American Chemical Society (ACS) e pela Federación Latinoamericana de Asociaciones Químicas (FLAQ).
2021 - Prêmio Reconhecimento Especial na categoria liderança no 1º Concurso de Mulheres em Química da América Latina, promovido pela American Chemical Society (ACS) e la Federación Latinoamericana de Asociaciones Químicas (FLAQ).
2018 - Condecoração Ordem Nacional do Mérito Científico e Tecnológico, categoria Comendador, pelo Governo Federal.
2019 - Prêmio Vanderlan da Silva Bolzani, criado pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ) para homenagear mulheres e jovens químicas de destaque.
2017 - Prêmio Professor Otto Gottlieb, da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), em reconhecimento pelo destaque em pesquisas realizadas na área de produtos naturais.
2015 - Prêmio Kurt Politzer de Inovação Tecnológica, da Associação Brasileira de Indústrias Químicas (ABIQUIM).
2014 - Prêmio Capes-Elsevier, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em parceria com a editora Elsevier.
2011 - Medalha Simão Mathias, da Sociedade Brasileira de Química (SBQ).
2011 - Distinguished Women in Chemistry or Chemical Engineering, pela International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC) e American Chemical Association (ACS).
2008 - Prêmio de Inovação Tecnológica Natura Campus, da Natura S/A.
1984 - Prêmio Jovem Cientista, do CNPq e da Fundação Roberto Marinho.
<strong>Cargos</strong>
2012 - Presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP)
2011 - Eleita para a Academia Brasileira de Ciências (ABC)
2008/2010 - Presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ) (primeira mulher)
2004/2008 - Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ)
2018/2023 - Coordenadora do Membership Advisory Committee (MAC, Química)
2017/2019 - Vice-Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
2014/2025 - Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biodiversidade e Produtos Naturais (INCT-BioNat), INCT-CNPq/FAPESP
2016- - Comitê de Pesquisadores, na categoria cientista, para avaliação anual do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
2011/2012 - Professora visitante na Universidade Pierre e Marie Curie (Paris, França)
<strong>Participação em sociedades e entidades de classe</strong>
Academia Brasileira de Ciências (ABC)
Academia de Ciências da América Latina (ACAL)
Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP)
American Society of Pharmacognosy (ASP) (Sociedade Americana de Farmacognosia)
American Chemical Society (ACS)
International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC) (União Internacional de Química Pura e Aplicada)
Royal Society of Chemistry, UK (RSC) (Sociedade Real de Química do Reino Unido)
Scientific Advisory Board (SAB) na L’Oreal (12 anos 2012-2024)
Sociedade Brasileira de Química (SBQ)
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
Society for Medicinal Plant and Natural Product Research (GA, sigla em alemão) (Sociedade de Pesquisas em Plantas Medicinais e Produtos Naturais)
The World Academy of Sciences for the Development of Science in Developing Countries (TWAS) (Academia Mundial de Ciências para o Avanço da Ciência nos Países em Desenvolvimento)
Fotos
Créditos
Revisão de texto
Date Issued
August 29, 2025
Título
Vanderlan Bolzani
Vanderlan Bolzani: Ano Internacional de Química
Depoimento de Vanderlan Bolzani - criadora do Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher
Vanderlan Bolzani: a cientista brasileira que conquistou o mundo - Saco de Gatos
Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher | Convite de Vanderlan Bolzani
Biomas do Brasil - Cerrado - Vanderlan Bolzani - Unesp de Araraquara
Prof. Dra. Vanderlan S. Bolzani - a contribuição do CIBFar na bioprospecção de produtos naturais
VANDERLAN BOLZANI, a nordestina que conquistou a ciência mundial
Unesp Notícias | Vanderlan Bolzani recebe Ordem Nacional do Mérito Científico e Tecnológico
Foto do Editorial Special Issue in Honor of Professor Vanderlan da Silva Bolzani, publicado na edição especial do Journal of Natural Products, que a homenageia
São Paulo Advanced School of Chemistry – Campinas-SP, Brasil
Capa da Biografia de Vanderlan Bolzani publicada em junho de 2025
Capa da Edição Especial do Journal of Natural Products - Homenagem a Vanderlan Bolzani
Diploma Livre docência no Instituto de Química da Unesp em Araraquara, SP
Entrega prêmio Prof. Otto Gottlieb (2017) pelo professor Paulo César Vieira, Departamento de Química da UFSCar
Vanderlan com o professor Alberto José Cavalheiro e colegas
Vanderlan no escritório de trabalho, na UNESP em Araraquara, SP
Foto Vanderlan Bolzani - ACIESP
Honraria Vanderlan-Fellow of The Royal Society of Chemistry
Sobre a Capa Ed. Especial do Journal of Natural Products-Homenagem a Vanderlan
Vanderlan aos 4 anos de idade
Vanderlan Bolzani em Ciência na rua
Vanderlan Bolzani: Foto do Currículo Lates
Registro de Vanderlan Bolzani na matéria "O dia dos químicos e a preservação da vida", Jornal da Ciência
Foto de Vanderlan com os pais, com uma emocionante homenagem quando da perda de seu pai, fazendo alusão à frase de Guimarães Rosa: As pessoas não morrem, ficam encantadas
Vanderlan da Silva Bolzani: A química dos produtos naturais
Vanderlan e os filhos Mariana e Tiago
Vanderlan, Laila Salmen Espíndola, Norberto Peporini e colegas
Vanderlan e Vilma Pestana
Aniversário 70 anos
Vanderlan Bolzani em discurso durante a solenidade de premiação, nos Estados Unidos, ao receber o Prêmio Capes-Elsevier
Vanderlan Bolzani em palestra no 28º SBQ Sul, novembro de 2022
Vanderlan Bolzani e Gilberto Kassab
Vanderlan com familiares e amigos
Vanderlan e imagem Marie Curie
Figura 23 - Vanderlan Bolzani – 28º SBQ Sul
Figura 24 - Vanderlan Bolzani – 28º SBQ Sul
A vice-presidente da SBPC, Vanderlan Bolzani, durante mesa sobre Mulheres na Ciência na Ufal
Vanderlan no Laboratório do Instituto de Química, da UNESP em Araraquara, SP
A trajetória de Vanderlan Bolzani
Figura 1 - Representação dos estudantes e pesquisadores de pós-doutorado orientados por Vanderlan Bolzani ao longo dos anos, publicada na edição especial do Journal of Natural Products em homenagem a ela
Sociedade Brasileira de Química (SBQ) cria Prêmio Vanderlan da Silva Bolzani, em março de 2019, para homenagear mulheres que se destacam na área de Química
Vanderlan com a nora e o filho, Carolina e Tiago
Vanderlan Bolzani, no lançamento de sua biografia intitulada Os múltimpos “eus” da cientista que conquistou o mundo, em junho de 2025
Os netos, Raul e Júlio, no lançamento da biografia de Vanderlan
Vanderlan com os netos Júlio o Raul na praia
Vanderlan com os netos em Festa Junina
Prêmio Defensora da Ciência, em 2022
Com este soneto feito ontem as 23 horas segue a minha homenagem a todos os pais...
Jorge e Vanderlan Bolzani, no casamento civil, em São Paulo, Capital, no dia 24/07/1976
Casamento religioso de Vanderlan e Jorge Bolzani, na Paróquia Imaculada Conceição de Maria, também conhecida como Capela da PUC-SP, em Perdizes, São Paulo, 28/07/1976
Jorge e Vanderlan Bolzani em Washington DC, EUA, durante o período do pós-doutorado dela no Virginia Tech. Jorge já estava paralítico, em consequência do AVC isquêmico que sofreu aos 38 anos de idade e ficou hemiplégico