Pesquisa revela: cultivo do dendê em pequena escala preserva ecossistema florestal
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Título para divulgação do texto
Pesquisa revela: cultivo do dendê em pequena escala preserva ecossistema florestal
Título original da pesquisa
Caracterização dos ecossistemas florestais e de áreas manejadas com cultivo de dendê
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Revisão de texto
Autores do texto original
Fonte(s) Financiadora(s)
Resumo
Avaliação da influência do cultivo do dendê numa área que sofreu desmatamento e posterior manejo agrícola.
Tipo
Artigo de periódico
O que é a pesquisa?
Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias) dentro do Distrito Agropecuário da Superintendência da Zona Franca de Manaus, no Amazonas, nas proximidades do rio Urubu, avaliaram a influência do manejo da cultura do dendê nos diversos ecossistemas numa área que sofreu desmatamento e posterior manejo agrícola.
A meta do estudo é avaliar a situação da biodiversidade vegetal de ambientes florestais alterados pela ação humana e verificar se existem culturas – como a do dendê – que possam aproveitar de forma sustentável as áreas descaracterizadas sem provocar mais degradação ambiental no ecossistema.
A meta do estudo é avaliar a situação da biodiversidade vegetal de ambientes florestais alterados pela ação humana e verificar se existem culturas – como a do dendê – que possam aproveitar de forma sustentável as áreas descaracterizadas sem provocar mais degradação ambiental no ecossistema.
Como é feita a pesquisa?
O primeiro passo da pesquisa é a realização de levantamentos da flora da área desmatada e manejada, distinguindo as plantas originais da floresta (vegetação primária) das espécies que se desenvolveram após modificações causadas pelo homem (vegetação secundária). O material coletado é incorporado ao Herbário de Referência da Amazônia, mantido pelo INPA.
A seguir estima-se a biomassa da floresta secundária e avalia-se a sustentabilidade do dendê experimentando diversos sistemas de preparo do solo, irrigação e fluxo de gás carbônico. A fauna de invertebrados, que tem interações relevantes com as espécies vegetais, também é avaliada.
Outro estudo necessário é o do “efeito de borda” na área pesquisada, isto é, o efeito causado na floresta pela abertura de clareiras, picadas e outros pontos desmatados.
A seguir estima-se a biomassa da floresta secundária e avalia-se a sustentabilidade do dendê experimentando diversos sistemas de preparo do solo, irrigação e fluxo de gás carbônico. A fauna de invertebrados, que tem interações relevantes com as espécies vegetais, também é avaliada.
Outro estudo necessário é o do “efeito de borda” na área pesquisada, isto é, o efeito causado na floresta pela abertura de clareiras, picadas e outros pontos desmatados.
Qual a importância da pesquisa?
As conclusões da pesquisa mostram que plantar dendê em áreas já desmatadas da Amazônia é uma atividade que não causa danos à floresta circunstante. O dado mais relevante é que o dendê não prejudica a biodiversidade vegetal. Isso significa que o dendê é uma opção econômica compatível com o desenvolvimento sustentável.
O potencial de áreas degradadas na Amazônia, que podem ser usadas para cultivo de dendê, é expressivo. Além disso, as raízes do dendezeiro podem associar-se a plantas leguminosas, aproveitando espaços intercalados, e ampliando ainda mais o interesse econômico de sua cultura.
Outros pontos relevantes são que o dendezeiro é uma espécie tropical e que é a mais produtiva de todas as plantas oleaginosas (gerando de 4 a 6 toneladas de óleo ao ano por hectare cultivado). O óleo tem amplo uso nas indústrias de alimentos, farmacêutica e química, além de potencial como fonte alternativa de energia, podendo substituir o diesel. A vida útil do dendezeiro é longa, podendo cada planta render por cerca de 25 anos. E sendo espécie perene, que ocorre ao longo de todo o ano, demanda uso intensivo e contínuo de mão de obra, ajudando assim a fixar o homem no campo.
O potencial de áreas degradadas na Amazônia, que podem ser usadas para cultivo de dendê, é expressivo. Além disso, as raízes do dendezeiro podem associar-se a plantas leguminosas, aproveitando espaços intercalados, e ampliando ainda mais o interesse econômico de sua cultura.
Outros pontos relevantes são que o dendezeiro é uma espécie tropical e que é a mais produtiva de todas as plantas oleaginosas (gerando de 4 a 6 toneladas de óleo ao ano por hectare cultivado). O óleo tem amplo uso nas indústrias de alimentos, farmacêutica e química, além de potencial como fonte alternativa de energia, podendo substituir o diesel. A vida útil do dendezeiro é longa, podendo cada planta render por cerca de 25 anos. E sendo espécie perene, que ocorre ao longo de todo o ano, demanda uso intensivo e contínuo de mão de obra, ajudando assim a fixar o homem no campo.
Área do Conhecimento
Ciências Agrárias
Palavras-chave – Entre 3 a 5 palavras
Portuguesa
Preservação
Portuguesa
Amazonas
Portuguesa
Dendê
ODS
ODS 15: Vida Terrestre
ODS 2: Fome Zero e Agricultura Sustentável
Referência da Pesquisa Original
MIRANDA, Ires de Paula. Caracterização dos ecossistemas florestais e de áreas manejadas com cultivo de dendê. 2002.
Link da pesquisa original
Data da publicação do texto de divulgação
December 9, 2002